sábado, 3 de setembro de 2022

O messias Fernando Rocha

 


( fonte: www.menshealth.pt)

Tal como o Lázaro que regressa do além pelas mãos de Jesus Cristo, a Carpete Encarnada ressuscitou graças ao novo messias das redes sociais de seu nome Fernando Rocha. Seguindo o seu exemplo inspirador, a Carpete bafienta e moribunda tomou finalmente a sábia decisão de sacudir o pó e pôr-se a mexer novamente porque aqui não há lugar para badochas preguiçosos, sem força de vontade. Contrariamente ao Sr.Rocha, fiz uma batotazinha e usei uns truques caseiros para ficar com o pêlo lustroso mais rapidamente. Porque aqui o que interessa mesmo são as aparências e resultados imediatos que nesta sociedade de consumo ninguém está para esperar. O que o público irá reter da última capa da Men's Health protagonizada pelo Fernando Rocha é mais do mesmo, "quando ao corpo musculado chegarás, a felicidade suprema alcançarás" . Qual saúde, qual quê, isso é o Rocha que é um banana e malhou durante 7 meses. Os chicos-espertos querem lá saber de nutricionistas, vai uns químicozinhos lá para dentro, ginásio para compor e em 3 meses chega-se o nirvana dos tempos modernos: alcançar um corpo escultural para ser um trending topic e recolher milhares de likes nas redes sociais. Esqueçam a guerra, esqueçam a seca e os incêndios, esqueçam o sns à deriva e invistam numa causa justa, o culto da imagem. Esqueçam os gordos e badochas, os tortos e aleijados, o feio e o diferente não tem lugar na mui nobre filosofia das redes sociais. Até o meu filho de 8 anos já entendeu e diz que quer ir para o ginásio para ter um corpo musculado como o Fernando Rocha. Eu com a mesma idade sonhava ser veterinária. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

P.S- Não, não sou gorda e frustrada, lamento desiludir quem por distracção tiver lido esta pobre publicação. Para quem quiser, posso enviar o meu índice de massa gorda por mensagem privada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Big Brother- crónica de uma morte anunciada

 



Mais uma polémica no Big Brother, mais uma tentativa desesperada por parte da produção para manter à tona uma espécie de programa há muito condenada ao naufrágio. A respeito dos últimos acontecimentos polémicos, Bruno Nogueira deixou uma análise elucidativa no último " Tubo de Ensaio " da TSF: Houve um australopitecus que assumiu em direto que abusou de uma rapariga que estava a dormir. E todos acharam muita graça. E depois veio dizer que afinal é uma brincadeira e que na realidade só descascou uma banana enquanto ela ressonava". O humorista acrescentou ainda que "o que tem uma certa graça no meio desta desgraça é as pessoas que assistem ao 'Big Brother' virem para as redes sociais comentar chocadas". "E que decisão é que tomaram estas pessoas? Uma vingança terrível que consiste em: ‘Vamos votar todos para expulsar o Ricardo. Boa, vamos encher a TVI de dinheiro em chamadas de valor acrescentado. Penso que a Cristina Ferreira, perante uma decisão dessas, vai ficar sem conseguir dormir". Embora tenha aplaudido em pensamento os dizeres de Bruno Nogueira, tenho de confessar que não tenho voto na matéria. Na verdade, quando se fala de Big Brother, sou completamente virgem. Felizmente, o Grande Irmão nunca conseguiu penetrar a minha mente para embrutecer o meu intelecto. Fui sempre imune à passividade digna de um ruminante que permite a milhares de pessoas assistir estoicamente ao quotidiano desinteressante de um grupo de pessoas fechado na " casa mais vigiada do país ". Reconheço, contudo, que a primeira edição foi um marco na história da televisão em Portugal. Constituiu uma experiência realmente inovadora para os concorrentes mas também para o público. Zé Maria e companhia conseguiram conquistar os espectadores com o seu carácter genuíno e a sua autenticidade. As últimas edições não passam de pálidas cópias, repetitivas e boçais, de tudo o que se fez ao longo das últimas décadas. Hoje os concorrentes são apenas tristes fantoches sedentos de fama, controlados por uma produção avessa à inovação mas desesperada por audiências a qualquer custo. Os próprios apresentadores e comentadores desempenham o papel que lhes foi atribuído, mecanicamente e obedientemente, movidos apenas por compensações monetárias chorudas. Teresa Guilherme era a alma do verdadeiro Big Brother, acreditava no conceito, já no caso de Manuel Luís Goucha, limita-se a desempenhar, com o mesmo profissionalismo de sempre, o seu papel de apresentador favorito da estação. Conclusão: em vez de perderem tempo a assistir a um triste programa que já era, se é que alguma vez chegou a ser, leiam o "1984" de George Orwell, pai do verdadeiro Big Brother e que muitas voltas deve ter dado na sepultura ao ver deturpar a sua obra.

( fonte: www.novagente.pt)

domingo, 17 de outubro de 2021

Ruben o Mártir



 

 A Carpete Encarnada volta hoje ao activo para assumir um dever moral: defender o novo Cristo dos tempos modernos de seu nome Ruben Rua. Por ter tantas vezes alimentado involuntariamente o conteúdo deste espaço, sinto que não podia furtar-me à minha obrigação e deixo, por isso, aqui o meu grito de revolta. Depois das críticas às suas competências enquanto apresentador e das suspeitas de romance com a patroa Cristina Ferreira, chegou esta semana mais um ataque vil. Desta vez as palavras maldosas vieram de uma pequena mulher. Não, não foi a Maria Vieira mas outro famoso ser bem mais demoníaco e venenoso: Joana Marques. E o que disse essa pequena grande mulher? Ups, desculpem, queria dizer bruxa claro! Numa análise a uma recente entrevista de Ruben Rua à Rádio Comercial, essa senhora maldosa afirmou no seu podcast "Extremamente desagradável" da Renascença"A verdade é que ele vive dentro do Instagram e todas as suas preocupações têm a ver com o que publica ou o que deixa de publicar. Eu nem imagino como é que ele aguentou aquele apagão de seis horas na semana passada" E acrescentou ainda: "Isto não parece mas é tudo muito profundo, nem é bem mal, é mais psicoterapia. Uma pessoa que não corta o cabelo como quer por causa dos likes no Instagram. Pior, uma pessoa que como não sabe se há de se vestir assim ou assado anda quase sempre de cuecas no Instagram. Pode parecer sexy, mas é meio caminho andado para o resfriado". Após mais um rol de críticas com um teor de maldade intolerável, Joana Marques remata citando o próprio Ruben Rua: "O espaço é curioso porque eu sou aquário, com ascendente em gémeos e lua em gémeos", disse o apresentador na entrevista. Ao que Ana Martins (da Comercial) responde: "És só ar". "Eu sou só ar", completou Ruben. Sim, Ana. Nós tínhamos reparado que o Ruben era só ar, também era escusado sublinhar". Joana Marques não ficou contudo sem resposta. O modelo revelou a sua indignação numa publicação nas redes sociais: "É triste que algumas pessoas se lembrem de nós quando querem promover os seus livros e depois sejam, constantemente, extremamente desagradáveis. Os limites do humor são discutíveis, os da educação seguramente que não. Assim como a fundamentação e contextualização, que ao contrário do ar que diminui a sua densidade com o aumento da altitude, deveriam ser mais sustentadas". É assim mesmo Ruben, afinfa-lhe, sarcasmo, ironia, o que é isso?! Depois deste episódio deplorável de escárnio e maldizer, tenho de insurgir-me contra esta perseguição para dizer que o Ruben é bem mais que só ar, é também músculo, abdominais definidos e...e...não me lembro de mais nada. Contudo, é um homem generoso pois não tem pejo em partilhar no Instagram, com os mais carenciados, carenciadas e carentes, os seus melhores e únicos atributos, um corpo escultural e umas cuecas imaculadamente brancas. Acima de tudo, Ruben Rua é um farol na escuridão para todos aqueles que, na ausência de qualquer talento particular, almejam alcançar notoriedade. O apresentador da TVI é fruto da democratização da televisão moderna que deixou de exigir competências e profissionalismo aos seus representantes para abrir os braços a todos os seres bem parecidos, nem sempre bem falantes mas com amizades influentes. Termino com uma citação de Agustina Bessa-Luis para reflexão: " Eu não me levo muito a sério. É a melhor maneira de viver. Aquele que se leva a sério está sempre em situação de inferioridade perante a vida ". Tenho dito.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Análise extremamente séria à 25a Gala dos Globos de Ouro


Feriado, 5 de Outubro, dia ideal para fazer uma análise crítica extremamente séria à 25a gala dos Globos de Ouro da SIC. Embora não tenha conseguido seguir o evento até ao seu término, aqui ficam os pareceres pertinentes que pularam na minha mente ao longo do serão de domingo:
- A anfitriã da noite Clara de Sousa cumpriu a missão, mesmo com o ar sério e austero de quem está mais habituado a relatar um noticiário. O vestido era deslumbrante mas inconscientemente estive na constante expectativa que trocasse de indumentária sempre que se eclipsava. Menos é mais.
- Sara Matos fez a sua primeira aparição num grande evento apenas 18 dias após o nascimento do pequeno Manuel. A presença da actriz serviu essencialmente para deixar deprimidas todas as mães com rebentos bem mais velhos, que continuam sem conseguir livrarem-se dos últimos 3kg a mais que herdaram da gestação e muito menos da maldita barriga flácida. Come menos badocha!
- Felizmente a Carolina Deslandes esteve presente para não deixar a auto-estima feminina pelas ruas da amargura. Primeira impressão: a Carolina saiu à pressa de casa, esqueceu-se de trocar o pijama pelo vestido de gala e aparou ela própria a franja. Mas de repente começa o espectáculo e o invólucro desvanece para deixar brilhar a Artista de corpo inteiro. Quer se goste ou não, a Carolina Deslandes domina como ninguém a sua Arte sem deixar de ser mãe e mulher. Não sou fã, já não posso ouvir "A Vida Toda" mas em contrapartida bato palmas ao seu discurso de tolerância e autoaceitação. Resumindo, amanhã faço dieta, hoje é que não me apetece.
- E porque não só de badochas vive esta sociedade, felizmente os troféus foram entregues apenas por gente muito bem parecida mas nem sempre bem trajada. Se no caso de Júlia Palha até um saco de lixo lhe daria um ar atraente, já no caso de José Fidalgo, o fato ofuscou-lhe os seus atributos, a junção do cabelo comprido e do laço suprimiram-lhe o pescoço. Sendo assim, o mulherio não teve o privilégio de desfrutar das vistas como muitos dos homens que agradeceram ao Gio Rodrigues por ter esquecido as alças do vestido da Mariana Monteiro.
- Carolina Carvalho conquistou o prémio Revelação. Para mim venceu de forma incontestável o prémio da melhor máscara. Lantejoulas, franjas e purpurinas são o meu ponto fraco.
- A grande Maria João Luís foi também premiada. O seu talento é felizmente inversamente proporcional à qualidade do seu discurso de agradecimento. Eu que tenho pavor a falar em público não teria feito melhor. Devo ter passado ao lado de uma carreira de atriz.
- Bela e merecida homenagem à eterna Maria João Abreu. Esperando que para o ano não haja nova homenagem para o Rogério Samora. Seria mais uma enorme perda para a ficção nacional.
- Francisca Pereira passou a ser desde domingo a mulher mais invejada de Portugal. Não pelo vestido que envergou, esse não ficará para a história, mas pela declaração de amor que Ricardo Pereira lhe dedicou diante de milhões de espectadores. Para além de ter desposado um actor enorme, justíssimo vencedor do seu Globo de Ouro, ainda se pode gabar de ter a seu lado um romântico de elite. Há gente que nasce com o rabo virado para a lua!
- A estrela da noite foi amavelmente emprestada pelo serviço público. Filomena Cautela arrasou em tudo, na vestimenta, na reacção à vitória e no seu discurso acutilante. Sem dúvida, a rainha da noite.



 

sábado, 18 de setembro de 2021

Vamos falar de Amor, amor

 


A primeira temporada de "Amor, amor" aproxima-se do final e já sinto uma pontinha de nostalgia. Sim, eu sei, não tarda chega a segunda temporada mas não será o mesmo, o elenco original que nos prendeu vai inevitavelmente desmanchar-se, entram uns, saem outros e no final resta uma manta de retalhos sem a mesma paixão do primeiro acto. Mesmo assim a parceria da SIC com a SP Produções teve a capacidade de converter uma negacionista das novelas como eu,  numa fã assumida desde a estreia de "Nazaré", passando por "Terra Brava". Mérito em grande parte de elencos excepcionais e enredos cativantes e inovadores. No caso de "Amor, amor", destaca-se ainda a criação de uma banda sonora própria, cantada pelos atores, capaz de nos possuir até às entranhas e de fazer cantar miúdos e graúdos. No final os louvores vão maioritariamente para Ricardo Pereira graças a um desempenho magistral que o consagra definitivamente como um actor excepcional. O Romeu Santiago apenas ganhou vida própria porque Ricardo Pereira deixou-se literalmente possuir pela personagem, deixou que lhe entrasse nas veias para poder exprimir com toda a plenitude o seu talento. Não sou fã, nem sequer acompanhei o percurso deste actor mas penso que não há dúvidas que o Romeu Santiago foi um dos maiores desafios da sua carreira e ficará marcado de forma indelével no seu currículo. Felizmente não faltaram desempenhos memoráveis em "Amor, amor" mas gostava de destacar apenas mais 3. Em primeiro Renato Godinho, brilhante no papel de Xô Vítor. Ator confirmado e rei da metamorfose, foi capaz de deixar para trás o papel de homem ciumento, alcoólico e violento para transformar-se num bombeiro pirofóbico, gago, dominado pela sua Rebeca Sofia. De "Terra Brava" também transitou João Catarré para assumir-se, quanto a mim, como uma boa surpresa. Se não me convenceu especialmente no papel de protagonista na produção anterior, soltou-se bem mais no papel secundário do camionista Luís, homem com vida dupla, mentiroso compulsivo, desleixado e antiquado. Tal como Renato Godinho, conseguiu enveredar pela vertente cómica sem cair no óbvio. Fiquei fã. Para terminar, uma referência obrigatória a Joana Aguiar. Depois de "Nazaré", chegou a confirmação para a Joaninha que agora voa voa, bem alto e merecidamente. A Sandra Carina foi o desafio que a atriz precisava para não ser apenas uma eterna promessa. Para essa afirmação teve a sorte e o privilégio de estar rodeada de nomes incontornáveis da ficção nacional como Ricardo Pereira mas também Maria João Bastos e Luísa Cruz, duas grandes  senhoras na arte de representar.







quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Palavras levam-nas o vento


O ambiente de férias e procrastinação que tomou conta de meio mundo este mês que agora terminou, contagiou irremediavelmente o meu pobre cérebro cansado, secando a inspiração que alimenta esporadicamente este recanto perdido da blogosfera. Felizmente ou não, a actualidade internacional dos últimos tempos aliada às reacções das celebridades portuguesas nas redes sociais, despertou a alma entorpecida da Carpete até agora adormecida. Ninguém fica indiferente às imagens assustadoras que nos chegam todos os dias do Afeganistão. O bando de homens das cavernas chamado talibãs regressou ao poder trazendo com ele o terror e o inevitável êxodo em massa de um povo repentinamente votado ao abandono pelos antigos salvadores da pátria, de seu nome EUA. No meio da tragédia, todos questionam o futuro das mulheres afegãs, fortemente oprimidas pelo anterior regime talibã. Como não podia deixar de ser, muitos famosos da nossa praça reagiram de forma célere e, armados de hastags solidários, declararam a sua mais profunda revolta e indignação perante a situação afegã. Pena é que a suposta consternação de certas celebridades tenha a mesma consistência de um leite creme. Ai e tal, vou postar alguma coisa sobre as pobres afegãs para dar uma de ativista e que se lixe se estive há uns tempos no Dubai, a exibir o corpinho na praia, borrifando-me para todas as mulheres muçulmanas daquele país que vivem diariamente oprimidas pela burka, sob o calor infernal típico daquelas paragens. Resumindo, viva o oportunismo, a inconsistência e a memória curta. E que venham muitos likes. Aparentemente, a condição da mulher muçulmana não parece tão aflitiva quando rodeada de luxos e modernidades. Veja-se o caso da princesa Latifa, filha do chefe supremo do Dubai. Após uma tentativa de fuga em 2018, na esperança de viver uma vida normal, a dita princesa foi enclausurada pelo próprio pai e todos os direitos e liberdades fundamentais foram-lhe retirados. A comunidade internacional manifestou-se sem grande vigor e bastaram fotos de Latifa na Islândia e em Espanha para dar por terminada a campanha " Free Latifa ". A princesa está viva, o resto pouco importa. Ou seja, olhos que nâo vêem coração que não sente. Quando os holofotes da imprensa esmorecerem no Afeganistão, os direitos das mulheres serão votados ao esquecimento,  como sempre, e as redes sociais depressa assumirão outra causa mais em voga.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

José Fidalgo, dois putos e uma autocaravana

 

Instagram @josefidalgo_oficial


Obrigada Zé! Sim, hoje é dia de agradecimentos na Carpete Encarnada. Quero agradecer sinceramente ao grande José Fidalgo por ter trazido um pouco de luz à minha já longa abstinência de férias. Para quem não segue este actor, aconselho vivamente a visitar o seu Instagram para poderem testemunhar umas férias diferentes e irreverentes. Se até agora o rebanho de famosos reunidos nos destinos paradisíacos da praxe mais não fez do que arrancar-me longos bocejos entediados, José Fidalgo conseguiu fazer o impossível e tirar-me da monotonia. O actor da SIC, fiel a si próprio, fez gato-sapato dos clichés e rumou à Galiza, numa autocaravana, acompanhado pelo seu filho Lourenço e pelo sobrinho Simão. Ao longo da viagem por terras galegas e pela sua costa, José Fidalgo mostra cenários diferentes mas não menos apetecíveis, completamente opostos aos típicos destinos de verão repletos de multidões e confusões. Com os seus testemunhos diários repletos de boa onda e tranquilidade, Fidalgo tem o mérito de nos mostrar umas férias menos glamour mas muito mais realistas, sem águas cristalinas mas com o que mais importa, tempo de qualidade em família. Não sou super fã deste actor tipo Mariama Barbosa, não casava já, mas não deixo de admirar a sua capacidade de não cair no óbvio. É notável a forma como consegue, quase sempre, ir para além dos estereótipos que o público facilmente lhe associa. É um ser eclético, rebelde e pouco dado ao star system. Resumindo, o José Fidalgo é muito mais do que um pão que arranca suspiros à ala feminina. Basta ver o seu desempenho em " Amor, amor " para perceber que por detrás do físico invejável esconde-se um ator notável que não se limitou a ser o eterno galã, como  todos esperariam. Conseguiu surpreender-me mais uma vez e acima de tudo deu-me imensa vontade de lhe seguir os passos e fazer-me à estrada numa autocaravana, sem rumo certo, sem guião, com a única certeza de poder chegar ao fim do dia e apreciar um simples pôr-do-sol junto dos que mais importam. 


sábado, 24 de julho de 2021

#FreeFátima

 



( Instagram @fatimalopesoficial )


Após 15 dias rodeada de uma infernal hecatombe de vómitos e dejecções imparáveis, amavelmente partilhados pela prol lá de casa, a Carpete Encarnada está de volta, mais lustrosa do que nunca. O dever falou mais alto ao ler notícias recentes a respeito da eterna apresentadora Fátima Lopes. Longe vão os tempos em que a nossa querida Fátima promovia a reconciliação e a amizade no sucesso de audiências que foi o programa da SIC " Perdoa-me ". O seu reinado sairia posteriormente fortalecido com outros programas de sucesso da estação de Carnaxide como o " All you need is love " e o " Surprise show ". Mas essa idade de ouro de Fátima Lopes caiu rapidamente no esquecimento do grande público quando a mítica apresentadora foi ofuscada pela nova rainha da televisão portuguesa, D. Cristina Ferreira, a Grande. A incompatibilidade entre as duas foi desde sempre difícil de disfarçar, o que levaria a nossa pobre Fátima a abdicar do seu trono e a abandonar o pequeno ecrã. Foi ficando pelo mundo virtual mas, inesperadamente, foi sequestrada pela Brigada Virtual dos Bons Costumes que, diariamente, vai levando avante a sua cruzada nas redes sociais. O calvário de Fátima Lopes iniciou-se a 5 de Julho com a publicação do famoso vestidinho branco. Para que conste, a apresentadora foi prontamente crucificada na praça pública por trajar um modelo que, segundo a mui nobre brigada, se destinava a adolescentes. Segundo as declarações de vários membros do dito organismo, em sede de Instagram, e passo a citar, "Cada um veste o que quer, mas é verdade que a peça que tem é mais para jovens de 13 anos", "Era preferível estar em fato-de-banho", "A menina deve andar na crise dos 50 anos, a querer parecer 30, mas assim fica ridícula", "Ainda pensa que tem 18 anos""Para saborear o gelado não precisa de estar quase sem roupa. Muito gosta de dar nas vistas""Foi celebrar e até se esqueceu de se vestir" , "Parece que está com receio de cair no esquecimento. Esse vestido claramente é demasiado curto para si" .

Desengane-se quem pensa que a polémica acaba aqui. A Brigada Virtual dos Bons Costumes voltou a manifestar-se no Instagram de Fátima Lopes esta semana. Na passada quarta-feira, a apresentadora decidiu partilhar alguns registos das suas férias no Algarve. E a sua provação continuou. Desta vez a BVBC acusa a nossa Fátima de expor em demasia momentos que a própria apelidou de únicos: "Sempre a querer aparecer... isto é uma doença... Desculpe-me, mas acho mesmo... mesmo... que é falta de autoestima. Qualquer coisa mal resolvida e não adianta meditação que faça milagres!","Todos os momentos são únicos", "Únicos são os tempos que guardamos para nós", "Não tranformes a tua personalidade numa feira de vaidades". Perante esta campanha persecutória, a Carpete Encarnada propõe lançar um movimento solidário denominado #FreeFátima. Mais do que uma cópia do já célebre #FreeBritney, esta iniciativa pretende fazer de Fátima Lopes a digna representante de uma franja de famosos que todos os dias leva com estes pseudo-moralistas dessa porcaria de Brigada estúpida que se outorgou o direito divino de vir criticar os famosos por tudo e por nada. É porque o Agir está gordo e demasiado tatuado, deve necessitar de ajuda, é porque a Carolina Deslandes tem as mamas descaídas, credo, é porque a Sofia Arruda passa a vida no ginásio e tem a barriga cheia de peles, que horror, é porque a filha da Madalena Abecassis tem o cabelo tão comprido parece uma cigana. Eh pá, não gostam, bazam, deixem esse hábito masoquista de seguir gente que não vos interessa. Há por aí famosos completamente ocos, inconsequentes e desinteressantes, concordo mas há também um botãozinho no Instagram que diz " Deixar de seguir ". Por isso, oh malta da BVBC, experimentem, acreditem que não dói nada, eu própria já o fiz, vão sentir-se mais tranquilos, mais leves e o famoso em questão agradece.

( fonte: www.novagente.pt, https://sicmulher.pt)



domingo, 27 de junho de 2021

Afinal o Pai Natal existe

 


( fonte: www.flash.pt)

Há um marco inesquecível no início da nossa vida que nos marca para sempre: a revelação da não existência do Pai Natal. Constitui um ritual de passagem em que deixamos para trás um mundo de magia e fantasia em que não há impossíveis. Contudo, certos indivíduos vão recalcando esse momento traumático e no seu inconsciente continuam a acreditar piamente que o velhote de barbas brancas não morreu. É o caso da nossa querida Maria Cerqueira Gomes e da sua linda e jovem filha que nos últimos dias foram ambas vacinadas contra a Covid-19 numa suposta iniciativa de vacinação aberta durante duas horas. Tal como um elfo bondoso, uma amiga da Maria ligou-lhe a avisar que o Pai Natal este ano tinha decidido distribuir prendas antes do tempo. E o que fez a apresentadora da TVI? Deixou falar a criança recalcada no seu íntimo e correu com a filha para testemunhar aquilo em que sempre acreditou, afinal o patrão do Rodolfo continua a existir e desta vez decidiu revelar-se ao mundo no Centro de vacinação do Cerco no Porto. E foi com a inocência e a alegria típica de uma criança numa festa de Natal que a Maria Cerqueira Gomes e a sua Kika anunciaram ao mundo o seu privilégio. E o que fizeram as redes sociais? Pela segunda vez na vida destas duas mulheres, espezinharam-lhes as ilusões e transformaram a sua pura ingenuidade num acto de chico espertice. Perante tanta polémica a estrela da TVI justificou-se reproduzindo o discurso da enfermeira de serviço: "Disse-me que estavam a considerar uma quarta vaga, em que muito provavelmente o público mais atingido seria o público mais novo, e que tinham vacinas em excesso". E quem era a Maria para duvidar? Nenhuma criança questiona o modus operandi de um velhote, com um trenó voador que consegue dar a volta ao mundo numa só noite, entrando pelas chaminés apesar da sua barriga proeminente. Por isso junto-me à Maria Cerqueira Gomes e peço a todo o cruel mundo das redes sociais para parar com os "insultos e ignorância. Por favor". E que se lixe toda a malta de 50 e arredores que ainda falta vacinar!


domingo, 20 de junho de 2021

Os pés dos famosos


Ai o verão, a época do ano que todos adoram e todos esperam ansiosamente. Ai o verão, essa mui nobre estação em que os famosos da nossa praça decidem presentear os nossos humildes olhos com corpos esculturais semi despidos, emoldurados por cenários paradisíacos bem longe do alcance dos comuns mortais. Em cada época estival somos generosamente bombardeados por seios e glúteos naturalíssimos ávidos de escaparem de umas tiras de pano minimalistas denominadas de bikini. Somos presenteados com peitorais musculados e reluzentes onde foram chacinados sem dó nem piedade todos os vestígios de pêlos e derivados. E não escapamos à propaganda dos destinos paradisíacos da moda, Maldivas, Dubai, Ibiza, que nos fazem questionar o porquê de termos de trabalhar 5 dias por semana e termos apenas 21 dias de férias por ano, quando a Rita Pereira aparenta passar férias durante 11 meses e só trabalhar 21 dias por ano. Ainda assim, conformei-me com a pequenez da minha carteira e com o meu aspecto badocha e vou assistindo impávida e serena ao pavonear de corpos e egos das nossas queridas celebridades made in Portugal. Agora há uma coisa que eu não posso suportar, que me dá aqui umas voltas à tripa e que infelizmente se tem propagado mais velozmente do que a Covid-19 pelas redes sociais. Leonor Poeiras foi a última protagonista de mais um infeliz episódio que fere repetidamente  a susceptibilidade de quem sofre do mesmo mal do que eu. A ex-apresentadora da TVI decidiu, de forma escandalosa, fazer uma publicação no seu Instagram com uma foto dos seus pés. Como era expectável, um seguidor pelo qual desenvolvi imediatamente empatia e solidariedade, comentou que a foto em questão era ridícula. Leonor Poeiras não se deixou ficar e retorquiu: " Mais que a tua de perfil?". Oh Leonor, eu passo a explicar, essa pessoa deve certamente, tal como eu, sofrer de podofobia. O que nós pedimos é apenas compreensão e respeito tal como todas a minorias. Somos torturados a toda hora no Verão com a exibição ultrajante dos pés da maior parte dos seres humanos que nos rodeiam. Nem nas redes sociais dos famosos temos paz. Tudo começa no João Baptista, o rei do pé ao léu, passando pelo Diogo Piçarra e família que exibiram despudoradamente os seus pés nus enquanto assistiam ao jogo de Portugal, para acabar neste lamentável episódio da Leonor Poeiras. Nem a música escapa, basta ouvir a infeliz letra da música de Jorge Palma, Troco tudo por um beijo, em que o próprio canta Eu não sei bem quem tu és/ Sei que gosto dos teus pés. Enfim, no mínimo repugnante. E com isto termino que já me está a dar palpitações só de falar em pés. Um abraço solidário para todos os podofóbicos de Portugal e arredores.

( foto: Instagram @leopoeiras com a devida edição da Carpete Encarnada 😁)



 

terça-feira, 8 de junho de 2021

Procura-se Bruna e Guilherme

 

Procura-se Bruna Quintas e Guilherme Moura. O casal foi avistado pela última vez nas redes sociais no final do mês passado, através de uma bonita declaração de Guilherme a Bruna. Entretanto os dois desertaram as redes sociais e não foram mais vistos. Apesar do seu paradeiro incerto, a Nova Gente garante que a filha do casal viu a luz nos últimos dias. Sendo assim, é imputado aos dois fugitivos uma falha grave por omissão de partilha das imagens do trabalho de parto com música, danças e piscinas à mistura. A Sra Bruna Quintas é também considerada faltosa ao não divulgar a foto da praxe, devidamente penteada e maquilhada, com o seu rebento nos braços. Os dois infratores têm a partir desta data o prazo nunca extensível de 15 dias para tornar público o nome da sua nova criatura e para exibir a cintura "à la Caroline Patrocinie "da Sra Bruna Quintas sob pena de elevado desrespeito a todos os seus seguidores nas redes sociais que até agora foram de forma ultrajante impedidos de encher a caixa de comentários do casal com imensos emojis de coração. 

domingo, 30 de maio de 2021

Famosos, Maldivas e pavor de aviões


Tempos houve em que as Maldivas eram, para o comum dos mortais, um paraiso distante, quase mitológico, impossível de algum dia alcançar. Até que um grupo de famosos da nossa praça foi tomado pela síndrome do rebanho e rumou em massa para as ditas ilhas do Oceano Índico. Se as primeiras celebridades a lá chegar fizeram figura de privilegiados em busca de um destino exclusivo, os seus sucessores não se livraram dos epípetos de novos ricos escravos das tendências do momento ou "borlistas", espécie de famosos cuja vida pública se resume ao hashtag #pub em que até o ar que respiram é patrocinado. E assim as praias paradisiacas das Maldivas depressa ganharam ares da Costa da Caparica com tanto português reunido em tão poucos kms/2. Só falta mesmo a bola de berlim. Até a inesperada chuva torrencial imortalizada de forma magistral por Fernando Rocha, também ele veraneante nessas paragens, deu um ar açoriano ao clima tropical das Maldivas. Ah e tal, estás é com inveja pensará o leitor mais incauto. Deixem-me no entanto corrigi-los e dizer que o que sinto na realidade é uma profunda admiração por essas celebridades que contra ventos e pandemias, continuam a viajar em lazer para destinos longínquos, sujeitando-se estoicamente às regras sanitárias em vigor. No meu caso, gosto de aviões, não vou negar, mas só lá no alto dos céus, bem longe da minha vista. Não estou a falar de uma mera fobia irracional, o meu corpo é que já demonstrou total incompatibilidade com o transporte aéreo. Ainda tenho suores frios ao recordar uma viagem que fiz a Roterdão. Vertigens, náuseas foram apenas alguns dos ingredientes que fizeram parte do voo. Enquanto os restantes passageiros conversavam animadamente, eu mantive os olhos sempre fechados e implorei que aquela tortura de 2h30, que mais pareceram 12h, terminasse o mais rapidamente possível. No regresso a Portugal, tive de me conter para não beijar o chão da pista de aterragem quando saí daquele engenho demoníaco. E ali jurei a pés juntos que jamais voltaria a entrar num avião. Só que não. Passado um ano viajei para Barcelona, desta vez prevenida com um Enjomin. Não vou dizer que adorei mas foi certamente mais suportável, mesmo com fortes turbulências a meio do trajecto. A curta duração da viagem também ajudou bastante. Certo é que esta foi mesmo a última vez que andei de avião não fosse o diabo tecê-las e aproveitar-se do meu aparente relaxamento. Sendo assim, o paraíso das Maldivas vai ter que ficar para outra reencarnação sob pena de passar novamente pelo inferno. Respeito todos os temerários (inconscientes?) que cruzam diariamente os céus do nosso planeta mas eu decidi ficar-me por Cuba...do Alentejo. 

P.S: Já viram aquela vista? Eu não a veria de certeza😆




 

sábado, 15 de maio de 2021

Por qué non te callas?


Maria João Abreu deixou-nos, infelizmente, na quinta-feira após ter sofrido um maldito aneurisma no fim do mês passado. De todo o lado começaram a chover merecidas homenagens a essa grande artista que os colegas e o público tanto acarinharam ao longo das últimas décadas. E foi no meio dessa onda de consternação que imergiu o inesperado voto de pesar da Maria Vieira: "Venho aqui hoje lamentar profundamente o falecimento da Maria João Abreu, uma das melhores e mais populares actrizes portuguesas e uma figura que nos deixa de forma tristemente precoce e quero ao mesmo tempo manifestar os meus sentidos pêsames a toda a família agora enlutada". Mas afinal essa senhora não é assim tão má como parece, também tem coração...ou não, porque Maria que é Vieira, sempre que se pronuncia, deixa a sua marca...abjecta como diria o grande Nuno Markl. Acontece que Maria Vieira achou por bem continuar a sua suposta homenagem levantando uma questão: "Impõe-se nos dias que se seguem, por razões que nos preocupam a todos e sobretudo por via das notícias que nos chegam um pouco de todo o mundo, relacionadas com as mais diversas reacções à vacinação que está a decorrer, uma resposta a uma pergunta pertinente que corre célere, sobretudo nas redes sociais e que urge esclarecer por quem de direito: A Maria João Abreu foi vacinada contra a Covid-19?". Polémica absurda e despropositada como era de se esperar dessa personagem. Eu tenho uma teoria bem mais consistente e coerente, capaz de ombrear com a iluminada Maria Vieira. Isto na verdade foi tudo culpa da maldição do programa transmitido pela SIC no ano passado, "24 horas de vida", apresentado por Bárbara Guimarães. Se prestarem atenção, dos 4 protagonistas dos episódios exibidos, 3 deles tiveram problemas de saúde graves, sendo que a Maria João Abreu teve o desfecho mais trágico, muito infelizmente. Ninguém esqueceu ainda o AVC sofrido pela Dona Dolores em março de 2020, ela que foi a convidada do terceiro episodio de " 24 horas de vida ". Quanto a Alexandra Lencastre, protagonista do 4o e último episódio, foi infetada por Covid-19 de forma severa no passado mês de Fevereiro e viu-se obrigada a ficar internada durante 16 dias. Mas, e o João Baião? perguntam vocês. Bem, alguém que em 2021 mantém a mesma energia que demonstrava nos tempos do Big Show SIC só pode ser uma força da natureza, um abençoado da deusa genética, o que não me permite incluí-lo nesta teoria extremamente séria sob pena de enviesar as suas conclusões altamente científicas. Sendo assim, todos puderam constatar que, na categoria " teorias da treta, inoportunas que não interessam nem ao Menino Jesus ", consigo competir honradamente com a pequenez intelectual da Maria Vieira

RIP Maria João Abreu 🤍

terça-feira, 11 de maio de 2021

A Vanessa fez as pazes com os unicórnios

 


Se esta Carpete Encarnada conseguiu ver finalmente a luz do dia, muito devo à Vanessa Martins e à sua célebre polémica dos pijamas de unicórnios. Na altura não resisti e em poucos minutos as palavras saltaram como por magia da minha mente inquieta para o fundo encarnado do meu novo projecto. Quer se goste ou não, a verdade é que ninguém passa ao lado da nossa querida Vanessa. Empresária de sucesso e mulher independente, a ex-moranguita não deixa de despertar invejas e discórdias. Eu fico-me no meio termo, ainda não decidi para que lado cair. Certo é que a Vanessa, apesar de ser uma reconhecida influenciadora digital, tem manifestado uma certa dificuldade em criar uma imagem empática junto de uma parte do público das redes sociais. Com o seu ar altivo e frio, não escapa aos comentários pouco abonatórios que frequentemente invadem as suas publicações. Ainda esta semana, publicou uma foto em bikini que não agradou a todos. Eu pessoalmente não gostei, se a intenção era promover um produto, a pose pouco estética acabou por tirar todo o brilho e glamour à peça em questão. E o que dizer daqueles degraus em mármore onde ela se sentou?! Primeiro deve ter gelado o traseiro e os pés e aquelas escadas dão a sensação de serem um perigo iminente para quem tem a mania de andar de meias em casa. Quanto ao famoso comentário "As pessoas hoje em dia não têm pudor! Se estar seminua de pernas abertas enaltece alguém, parabéns. O Marco não perdeu nada mesmo!", é baixo e pouco imaginativo, os haters continuam a não saber puxar pela pinha. Coincidência ou não, a Vanessa optou por uma temática totalmente oposta na sua última publicação. Vale a pena reproduzir aqui para quem não leu: " Por cada mulher que vive atrás de um filtro, está a criar uma insegurança em tantas outras. Não temos de ter todas lábios carnudos, olhos grandes, nariz fino.... Entre amigas há quem confesse “não consigo fazer stories sem filtros” . Estamos a enganar quem? Mas quem é que inventou essa merda de agora sermos todas iguais? De haver filtros que nos fazem sentir momentaneamente melhor e as outras mulheres que veem, fazerem nas sentir pior. Isto faz sentido? “Temos de gostar de nós como somos!!!” (Com filtros) . A saúde mental passa pelas redes sociais e pelas inseguranças que criam. Pela ideia de beleza estar completamente alterada. Este post é um alerta a quem tem poder no digital para abrandar a forma como usa os filtros e a ideia de perfeição e de alteração de rosto que passa para outras mulheres que nos seguem. Divulguem o natural e o normal. Porque é assim que vos vão ver se vos encontrarem na rua. Porque ao vivo somos sempre mais bonitas do que com esses filtros. (A utilização de filtros parte sempre de mulheres com estereótipos de perfeição. As mulheres alteram 10 vezes mais o rosto que os homens. As mulheres fazem cirurgias plásticas para ficarem como os filtros. As adolescentes não querem ir mais à escola se não fizerem preenchimento labial como as amigas.) Está nas mãos das mulheres mudarmos isto". Eu fiquei agradavelmente surpreendida e nem me questionei se esta mensagem era sentida ou apenas mera angariação de popularidade. Quero lá saber, o importante aqui foi mesmo o seu discurso poderoso e inclusivo. Tem de haver mais personalidades como a Vanessa que entendam que o seu mediatismo pode funcionar como um poderoso motor de mudança de certos paradigmas da sociedade actual, neste caso em particular falamos na imagem da mulher nas redes sociais e as consequências na saúde mental desde a adolescência. Eu fiquei rendida, agradecida e dou-lhe os meus parabéns. Infelizmente a sina da Vanessa continua a ser "presa por ter cão e presa por não ter". Não faltaram os comentários negativos de alguns seguidores que a acusaram de ser apologista do " façam o que eu digo e não o que eu faço ". Dessa publicação retiro o essencial, auto-estima, aceitação do corpo, rejeição de qualquer tipo de estandardização da beleza feminina. E o resto é conversa, quero lá saber se a Vanessa fez inúmeras intervenções estéticas, de qualquer forma isso demonstra apenas que afinal também ela, aparentemente tão forte e atraente, sofre de inseguranças como qualquer mulher. 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Mãe do Instagram vs Mãe da vida real

 


Tenho um sonho, talvez um dos poucos que me resta porque os 40 já vão espreitando no horizonte e por isso já tenho idade para ter juizinho. Sonho que um dia esta Carpete Encarnada será um poço de elogios para os famosos. Uma ode aos feitos marcantes das celebridades que consciente ou inconscientemente vão fazendo avançar a nossa sociedade. Mas depois acordo brutalmente e vejo que a futilidade e a inconsequência continuam rainhas e senhoras das redes sociais da dita gente vip do nosso país. Esta semana Cecília Henriques decidiu brindar os seus seguidores com fotos bastante reveladoras onde foi possível ver a sua excelente forma física poucas semanas depois de ser mãe. Se não deixa de ser louvável ter recuperado uma silhueta invejável em tão pouco tempo, também não deixa de ser cansativo essa obsessão que leva tantas famosas a tentar destronar a rainha do pós-parto Carolina Patrocínio. E lá levamos nós o baile de selfies no espelho de celebridades semi-nuas, ansiosas por demonstrar que o mais importante depois do nascimento de um filho é medir diariamente a cinturinha. Vai se acentuando assim a pressão já existente sobre todas as mulheres que passam pela experiência da maternidade. Como se não bastasse todos os desafios que um recém-nascido acarreta, como a amamentação, as noites mal dormidas, as cólicas, entre outros, a mulher que é mãe também se vê confrontada com a ditadura da aparência e carrega com a pressão constante de voltar a ter o corpo de outrora. E mais uma vez certas famosas iluminadas voltam à carga e dizem orgulhosamente que quinze dias depois do parto já regressaram ao trabalho e contam ansiosamente os dias para voltarem aos treinos. E o bebé no meio disto tudo? Um pequeno contratempo necessário para conquistar likes, seguidores, borlas e remunerações extras. Felizmente acendeu-se uma luzinha de esperança no meu âmago quando tive o privilégio de ler a publicação inspiradora da Marta Bateira, de seu nome artístico Beatriz Gosta. A recém-mamã da pequena Luiza escreveu este sábado estas sábias palavras no seu Instagram: 
"Quarta-feira fui à psicóloga e no final da sessão ela pediu-me uma palavra ou frase que abraçasse ou concluísse a nossa conversa. Eu disse SEM PRESSA.
Sem pressa de voltar a ter aquele corpo, de me encontrar, sem pressa de voltar a sentir-me forte, de voltar ao trabalho com tudo, sem pressa de esquecer quem não ficou, de me sentir bonita e feliz...
Aprende a ter PACIÊNCIA, Marta, cada coisa no seu tempo. Agora é tempo de cuidar da Luiza e de me descobrir como mãe". 
Magnífico. Grande mulher e grande mãe. Porque mãe é mesmo isso, aprender cada dia, superar cada dificuldade sem nunca desistir e perceber que apesar das nossas imperfeições e das nossas fraquezas o mais importante será sempre este sentimento incomparável e indescritível que nos liga para sempre a esse ser aparentemente tão frágil mas que nos vira a vida do avesso com a força de um tufão. 

P.S- Escolhi esta foto que inundou os 4 cantos da internet porque se assemelha bastante aos primeiros momentos após o nascimento da minha mais nova. Irresistível, inesquecível e realista❤

terça-feira, 27 de abril de 2021

Assobia para o lado

 



No início deste mês João Catarré despedia-se das filmagens de "Amor Amor" com um agradecimento louvável a "todos os elementos das equipas técnicas e de produção da SP Televisão, que vivem connosco e nos acarinham". Num momento tão delicado para a Cultura, em que tantos trabalhadores do meio artístico viram as suas vidas em suspenso por causa da pandemia, todos os discursos de união e solidariedade no seio do meio artístico são bem vindos. Porque a Cultura também passa por esses profissionais que trabalham na sombra, por trás dos holofotes, por trás dos palcos, sujeitos à incerteza constante inerente à sua profissão. Sem eles, os protagonistas da ficção televisiva não poderiam brilhar, sem eles as cortinas dos teatros não poderiam abrir-se, sem eles a música dos concertos não se faria ouvir. Infelizmente a Cultura é um sector lato e heterogéneo, o que dificulta qualquer tipo de união entre os seus elementos. A grande Noémia Costa teceu algumas considerações a esse respeito numa entrevista ao Fama ao Minuto, referindo-se mais precisamente aos actores:"Penso que a nossa falta de união de classe é tão grande que os políticos se aproveitaram disso para não nos reconhecerem sequer. Acho que deveríamos definir e não criar vários movimentos. Devíamos fazer a união total, conscientemente que aquilo que estou a dizer é uma utopia. A não ser que passem todos por uma crise tão grande como alguns estão a passar que entendam que a união faz toda a diferença. Quando nós nos unirmos, de uma vez por todas deixam de brincar connosco". A atriz revelou ainda que "existem vários movimentos de apoio aos colegas que estão a passar por situações difíceis que o desemprego traz, desde não ter como pagar as contas. São períodos angustiantes, já passei por eles e não foi no meio de uma pandemia. Não quer dizer que o facto de não ser agora comigo eu não me importe com eles". Ou seja, neste momento pede-se empatia e solidariedade entre pares para que a Cultura sobreviva incólume ao terramoto Covid-19. Infelizmente, a mensagem parece não chegar aos privilegiados das artes, àqueles semi-deuses adorados pelas multidões, que há muito esqueceram a condição precária típica das vidas ligadas à Cultura. Vão assobiando para o lado e ignoram ou fingem ignorar a situação aflitiva da sua classe. Enquanto milhares de trabalhadores começam finalmente a ver a luz no fundo do túnel com a reabertura de teatros e salas de espectáculos, uma minoria privilegiada insiste em ostentar sem pudor as férias luxuosas em paraísos longínquos. Enquanto muitas famílias ligadas às artes lutam para ter comida na mesa, algumas celebridades promovem com alarido e sem noção da realidade, dietas milagrosas e jejuns intermitentes. O problema não está nas férias nem nos hábitos alimentares, o problema está na exibição compulsiva promovida pelas redes sociais, exibição essa que despreza alegremente quem tanto sofreu com a pandemia. Falta respeito, falta compaixão, falta solidariedade a todos esses actores, maiores, menores e improvisados, que vendem a sua consciência e a sua integridade moral em troca de likes, visualizações e publicações remuneradas.




domingo, 11 de abril de 2021

As famosas não sabem parir?

 


Hoje a Carpete Encarnada está de volta em versão fofinha ( ou talvez não ). No espaço de 15 dias Cecilia Henriques e Helena Coelho deram à luz duas meninas e as redes sociais derreteram-se perante os primeiros registos das recém-nascidas. Depois dos primeiros momentos de pura felicidade em que o mundo pára para ver os novos rebentos, chega sempre a altura que eu mais anseio, a descrição mais ou menos aprofundada do parto. É então que a porca torce o rabo, salvo seja! No caso da Cecilia Henriques e da Helena Coelho, temos dois relatos completamente antagónicos, duas correntes de pensamento, uma que prevalece no seio das famosas portuguesas e outra minoritária que aos poucos vai, felizmente ( digo eu ), ganhando força.
Na passada quinta-feira, Cecília Henriques esteve à conversa com João Baião e Diana Chaves no programa Casa Feliz. Através de videochamada, a atriz revelou que teve um parto doloroso: " Odiei o parto! Não vou romantizar. O parto é uma coisa horrível. Levei epidural, mas estive 24 horas ou mais a ter contrações e a ver se dilatava. Não dilatava e pronto, cesariana. Gostava que me tivessem dito a verdade, que aquilo é horrível! É ótimo quando ela sai, mas ate lá…". Acrescentou ainda que não voltará a ser mãe: " "Não não não! Está aqui este vídeo para não me esquecer. Há muitas crianças para adotar. Acho que o parto é muito romantizado e há uma pressão gigante para tu adorares o parto, tipo que é mágico ". Ou seja, Cecília Henriques faz parte daquele grupo de famosas que não sabe ou não quer parir. Ter um filho sim senhor agora fazê-lo passar pelo pipi é que nem pensar. Muito menos estar mais do que 12 horas em trabalho de parto que isso é para as pobretanas que têm filhos no SNS ou para as excêntricas que gostam de sofrer. E lá assistimos ao desfile de cesarianas que atacam as pobres celebridades que supostamente sonhavam com um parto natural mas que ao fim de meia dúzia de contrações já não estavam em condições de prosseguir com um parto normal. Numa abordagem oposta da questão, encontramos Helena Coelho. A apresentadora foi mãe este sábado e revelou ao público um pequeno vídeo dos últimos segundos do seu parto: "Este vídeo tem 24 segundos mas resume o trabalho que estive a fazer por mais de 24 horas. Quando achamos que não somos mais capazes, que não suportamos mais dor, que não temos mais resiliência e persistência… passamos por um processo destes e tudo muda. Hoje sei que sou capaz de absolutamente tudo e que virei mãe leoa que protege a sua cria para o que der e vier ". Ora aqui está um relato tranquilo que faz do parto aquilo que deve ser, um acto natural, mais ou menos doloroso mas não um bicho papão previamente formulado nas mentes inquietas de muitas famosas que encaram o nascimento como um contratempo, um mal necessário para chegar a um determinado fim. Por vezes as coisas correm mal, é verdade, a cesariana é em certos casos vital para mãe e bebé mas frequentemente a experiência do parto acaba por refletir a abordagem que a mulher grávida faz a esse momento marcante. Falo à vontade, fui mãe duas vezes, de parto normal ( no Hospital da Póvoa de Varzim tal como a Capicua e a Beatriz Gosta ), o primeiro longo, doloroso e com recurso a ventosa no final, o segundo tranquilo, menos demorado e com a intervenção humana estritamente necessária. Não romantizo o momento mas também não o vou diabolizar. Como em tudo na vida, defendo que nem 8 nem 80. E acima de tudo diria à Cecília Henriques que cada parto é único. É uma experiência incomparável onde deixamos um pouco de nós mas em que aprendemos muito e ganhamos ainda mais. 

terça-feira, 30 de março de 2021

Os famosos e as redes sociais

 

Longe vão os tempos em que as celebridades eram seres quase etéreos e inatingíveis, que enchiam o imaginário do público mas que raramente se materializavam aos olhos dos comuns mortais. As redes sociais, essas malvadas, vieram alterar por completo a relação entre os famosos e os seus fãs. O tradicional autógrafo foi relegado à insignificância em prol da tão almejada selfie e os admiradores transformaram-se em seguidores de uma celebridade feita guru, que passou a vender produtos e estilos de vida. Há uns tempos Viriato Quintela, actor que pode ser visto na novela da SIC " A Serra ", teceu considerações numa entrevista ao Sapo Lifestyle que me parecem dignas de reflexão: " Acho que as redes sociais têm aspetos negativos, mas não nos podemos levar demasiado a sério. Temos de ter uma comunicação que seja empática e para o mundo e não apenas 'olha para mim tão giro e estou aqui a vender uns produtos porque tenho imenso alcance'." Infelizmente a tendência não é essa. Uma grande parte dos ditos famosos divide-se entre as tais publicações ao seu bom aspecto e as tentativas de impingir "tachos e tupperwares" aos seus seguidores. Alguns lá no meio vão soltando uns pensamentos supostamente muito profundos, o que lhes dá um ar muito esotérico e espiritual. Depois surgem mensagens contraditórias como a da nossa querida Júlia Palha que hoje publica essas palavras muito profundas no Instagram: " Stop comparing yourself. Flowers are pretty but so are sunsets and they look nothing alike ". Em inglês os dizeres ganham outra seriedade. Ora bem Júlia, como queres que as pessoas parem de se compararem constantemente quando as redes sociais servem quase sempre para expor corpos e estilos de vida inatingíveis? Que algumas celebridades não hesitam em expor, transmitindo um desfasamento gritante  e por vezes revoltante da realidade actual. E depois surge o tal bullying online contra os famosos que mais não é do que a incapacidade de muitas pessoas de processar a frustração, o desânimo e a tristeza que se apoderaram do pobre povo com esta maldita pandemia. A resposta é simples e reside no que foi dito pelo sábio Viriato: celebridades que promovam a empatia e não se levem muito a sério. Eu acrescentaria autenticidade. Porque o público gosta de pessoas autênticas, que não esqueceram as suas origens. As redes sociais deveriam ser acima de tudo um meio para as celebridades partilharem essencialmente os seus projectos profissionais e a defesa de causas socialmente relevantes sem obstar no entanto à revelação pontual de alguns pormenores mais pessoais. E nunca esquecendo o feedback aos seguidores. Qual o motivo para certos famosos alimentarem redes sociais se não querem estabelecer uma ponte com o público que os alimenta? Os verdadeiros profissionais de qualquer arte não precisam de tiques de super estrela para serem respeitados e reconhecidos. Veja-se a grande Luísa Cruz. No seguimento da sua perfeita interpretação do genérico da novela "Amor, Amor", foi agradecer um a um cada comentário que recebeu no seu Instagram. A grandeza está nesses pequenos gestos de humildade. Poderia ainda acrescentar à Luísa Cruz, a super querida Melânia Gomes, o João Baptista, a Sofia Cerveira e o Renato Godinho mas aí já seria suspeita. 





terça-feira, 23 de março de 2021

A criticar é que a gente se entende


 Mais um domingo se passou e mais uma vitória nas audiências para a SIC. A cozinha infernal do "elegante" e "educado" chef Stanisic não deu hipótese à rainha Cristina. Mas tudo vai mudar dia 29, com a estreia do novo programa " Cristina ComVida ", pelo menos é o que promete a Dona Tininha. Como não acreditar num programa tão inovador, feito numa casa, com um vizinho, algo nunca visto em Portugal. O " All Together Now " já é passado, à quinquagésima vez é que é, o Fernando Mendes que se cuide porque a TVI vai finalmente voltar à liderança, pela mão de Cristina a Grande. Tão grande que conseguiu fintar mais uma vez as restrições da pandemia para voar até ao Dubai e nos presentear com as imagens das suas luxuosas férias. As críticas da praxe não se fizeram esperar porque a Cristina pode não ser a rainha das audiências mas ninguém lhe tira o título de rainha das polémicas ou do falatório, como preferirem. Como qualquer membro de qualquer espécie de realeza, sua excelência tem as costas forradas e por isso não faltaram vozes indignadas para defender a soberana. Desta vez foi Eduardo Madeira que se insurgiu contra os comentários negativos e afirmou sem rodeios: "Está um bocado na moda dizer mal dela. Uns porque não estão contentes com a vida, outros porque são pagos para dizer mal dela, outros só para irritar, outros porque não suportam uma mulher no poder e, outros ainda, porque são envinagrados por natureza". Ou seja, resumindo os dizeres pertinentes do Sr. Eduardo, quem não está com a Cristina está contra a Cristina, todas as críticas resultam da inveja, da frustração e da provocação. É perfeitamente impensável que uma pessoa que preencha os critérios estabelecidos para a dita normalidade, não seja acérrima fã de Cristina Ferreira. O discurso apocalíptico acerca das mentes frustradas e invejosas que se escondem no anonimato para criticar celebridades inocentes e indefesas começa, a meu ver, a ficar desgastado. Sim, há pessoas tristes e ressabiadas com a vida que se vingam nas redes sociais contudo estas são apenas o reflexo da vivência em sociedade, onde desde sempre houve a tendência para criticar e invejar os bem sucedidos. Mas também não deixa de ser legítimo expor uma crítica desde que seja construtiva ou até irónica. Tal como a pessoa visada tem toda a legitimidade de ignorar ou até bloquear. Agora querer apenas louvores e reduzir os críticos a meros frustrados ou aziados, haja paciência. Não se pode agradar a gregos e a troianos e há que saber lidar com isso. Quem não aguentar, esqueça as redes sociais. Faz-me imensa confusão os famosos que não dão retorno aos seguidores quando são elogiados mas parecem ter um prazer mórbido em dar troco às críticas. 

Antes de terminar, vale a pena abordar a título de exemplo a polémica entre Sofia Ribeiro e Rita Pereira. Na sexta-feira passada, a nossa querida Sofia sujeitou-se a mais uma despistagem para a Covid-19 e publicou o vídeo no Instagram. A Rita Pereira não parece ter gostado e prontamente comentou: " Será que sou eu ou já está toda a gente farta de ver pessoas a fazer stories a levar com a zaragatoa no nariz? Para que é que mostram? Para que é que filmam? É que toda a gente passa à frente". A Sofia Ribeiro não se deixou ficar e retorquiu: " Acho que vai servir a carapuça. A pergunta é: A tua vida não te chega? Acho que a tua vida já tem muito que se lhe diga, o que te parece? Fala dos outros quem tem que se lhe diga. Na dúvida do que fazer é ir arrumar a casa, lavar uma roupinha, dobrar umas meias". Isto tudo para dizer que não são só os pobres e frustrados anónimos, aziados e invejosos, que criticam os ricos e bem sucedidos famosos nas redes sociais. Por vezes, as celebridades também caem na tentação e em vez de passar a frente e deixarem de seguir quem os incomoda, criam polémicas entre pares que apenas alimentam a imprensa côr-de-rosa. A Rita Pereira até tem razão mas a Sofia Ribeiro tem todo o direito de publicar o que bem entender. Por isso, deixem-se de conversas e vão as duas dobrar umas meias. Dava-me jeito uma ajudinha cá em casa.

fonte: www.vip.pt, www.noticiasaominuto.com

quarta-feira, 17 de março de 2021

Bárbara vs Sofia


Famosos e redes sociais, uma dupla inseparável nos tempos que correm. O uso que cada um faz delas é que diverge consideravelmente. Hoje trago à Carpete Encarnada mais um duelo virtual improvável entre Bárbara Norton de Matos e Sofia Arruda
O que há a dizer do Instagram da nossa querida Bárbara? Muito pouco pois as suas publicações falam por si e deixam pouco à reflexão. A atriz de "Amor,Amor" brinda-nos com registos interessantíssimos da sua omnipresente imagem, de preferência em trajes menores. Replicando a célebre Anita, podemos ver a Bárbara na praia, a Bárbara no telhado, a Bárbara num passeio de bicicleta, a Bárbara na cama, e mais uma série de aventuras extremamente empolgantes. Entre os elogios bacocos da praxe que invadem a sua caixa de comentários, pululam pontualmente as inevitáveis críticas à sua exposição corporal. Mas a nossa querida Bárbara com muita sabedoria e maturidade não hesita em responder às supostas invejosas: "Oico tantas vezes que não devia postar fotografias de biquíni porque parece mal... A sério??? Machismo, inveja, preconceito? Quero lá saber. Só eu sei o que custa estar assim depois de ter tido duas filhotas e ter quase 42 anos, por isso orgulho-me e partilho, espero ser incentivo para muitas mulheres que me escrevem .Todas conseguem, basta força de vontade. Em relação às invejosas que se lixem. Cansei. Beijinhos e sejam felizes #beijonoombrodasinvejosas".Resumindo, a nossa querida Bárbara, generosa e altruísta, quer ser uma inspiração para todas as mulheres que tal como ela têm como objectivo de vida serem boazonas depois dos 40. Quem disse que a objectivação da mulher era um atraso de vida? Força Bárbara, tens a minha mais profunda admiração por defenderes uma causa tão nobre! BNM a Presidente, já!
Felizmente ainda há esperança e algum bom senso no mundo dos famosos. Como relatou ontem a Caras e passo a citar: "Sofia Arruda usou recentemente as redes sociais para deixar uma mensagem importante. ( o sublinhado é da minha autoria ). A atriz partilhou uma imagem em que exibe o corpo, não disfarçando nada com filtros. O objetivo? Incentivar ao amor-próprio e ao facto de a realidade muitas vezes ser disfarçada nas redes sociais e na televisão ". A mesma fonte reproduz as sábias palavras da Sofia que explica: “Não contribuo para mães odiarem os seus corpos, por isso, deixo aqui esta foto tirada agora mesmo sem filtros nenhuns. Tenho estrias (tenho muitas desde os 12 anos), tenho celulite, uma hérnia que ficou da gravidez e que tenho de operar para tirar e uma flacidez na barriga que nunca tive na vida. Repito, na TV os planos são afastados, não se vê nada. Com amor de mãe para mãe”. 
Se esperavam da minha parte uma enxurrada de elogios à grande Sofia e uma merecida salva de palmas, estão redondamente enganados. Os leitores iriam certamente inferir que sou mãe, badocha e que ando a pedir um beijo no ombro. Se ficar registado numa selfie para a posteridade, até alinho Bárbara!


O messias Fernando Rocha

  ( fonte: www.menshealth.pt) Tal como o Lázaro que regressa do além pelas mãos de Jesus Cristo, a Carpete Encarnada ressuscitou graças ao n...